sexta-feira, 4 de junho de 2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010


TEMPO DE COPA: CRÔNICA DA MINHA SAUDADE

O Mundial de Seleções de 1970 foi transmitido em preto e branco. Ainda não havia ,no Brasil,TV em cores. Pela TV,todas as Seleções tinham a mesma cor: preto e branco. Tive que comprar um álbum de figurinhas pra saber as cores de cada equipe. Escolhi como segunda Seleção aquela que tinha as cores do meu time de coração.Mas, ver os jogos pela TV ,ao vivo,já era muita coisa.Contudo havia um problema. Na rua estreita e pequenina em que eu morava só existia uma residência com TV. Nos dias de jogos da Seleção o dono da casa trancava portas e janelas . Somente os amigos mais "chegados" tinham o privilégio de ver os jogadores bem de pertinho,quase com a cara colada à Tv. Para as crianças e adultos apaixonados pela Seleção sobravam as frestas das janelas,das portas e o buraco da fechadura da casa,quando ficava sem a chave. Eu disputava com as outras crianças e alguns adultos a ferro e fogo aqueles benditos e minúsculos espaços. Adorava ouvir o locutor dizer:"qué qué isso,minha gente","É gooool do Brasil" e outras frases que deixavam meu coração de criança batendo dobrado.Eu gostava tanto de ver os jogos que ficar com a cara "pregada" à janela não me incomodava e já marcava no pensamento novo encontro ,naquele mesmo"bat local"para o próximo jogo. "É gooooool... do Brasil". Meu coração abria um sorriso mágico e feliz...

No Mundial de 1974, na Alemanha,eu morava com minha irmã mais velha no centro de Fortaleza,na Avenida Duque de Caxias.Já era adolescente (estava no início)e já havia TV em cores.A praça José de Alencar ficava a três quarteirões dali.Em casa havia TV ,mas em preto e branco. Eu queria ver os jogos da Seleção numa Tv em cores. Nos dias de jogos me deslocava para a centenária praça do teatro.

No centro dela havia dois banheiros públicos e sobre o teto de cada um deles uma TV colorida. Era tudo o que eu queria.A situação era melhor que na Copa de 70.

Havia na época uma Seleção de camisa cor de laranja que era uma sensação,uma magia só.Nenhuma outra equipe apresentava um futebol tão diferente e mágico.Seus atletas eram velozes como o guepardo e astutos como a serpente. Corriam feito cavalo selvagem o campo todo,sem parar. Johanes Cruyff,Neeskens,Krol,Rensenbrik,Rep eram os núcleos da "laranja mecânica",como ficou conhecida a Seleção holandesa. Os craques holandeses não guardavam posição fixa,atacavam e defendiam.Era o chamado Carrossel holandês.Eu só tinha visto a "Laranja" na TV em preto e branco. Vi o carrossel "enfiar" com facilidade 4x0 nos "hermanos"(Argentina).

No dia 03 de julho lá estava eu,na lotada praça pra ver a Holanda jogar contra nossa Seleção. A "Laranja mecânica"vista na TV em cores parecia ser mais encantadora. Suas cores me fizeram aumentar-lhe a simpatia,mas jamais trairia a Seleção canarinho.Troca-se de mulher,mas não de time,dizem por aí.Pelo que já havia visto do Brasil , sabia que não passaríamos pelo carrossel holandês.De qualquer forma, o jogo entre Brasil e Holanda era um choque de cores fortes: laranja e amarelo.Um duelo de uma Seleção revolucionária contra a tradição da Seleção tricampeã,nada mais. Nosso time comandado por Zagalo chegou com dificuldades e dores à segunda fase. Faltavam Pelé,Carlos Alberto,Clodoaldo,Gérson,Tostão,dentre outros craques da Copa de 70.Praticamente,as esperanças estavam nos remanescentes Jairzinho e Rivelino.Senti pena de nossa Seleção e relembrei ali mesmo, na praça, o encanto e a magia da equipe de 70. Senti falta e saudade da alegria do futebol daquela Seleção. Gostaria que aquela espledorosa equipe estivesse ali,frente a frente com a Seleção holandesa,para ensinar-lhe os "quatro cantos da parede(do campo)". Mas eu sabia que isto era impossível. O encanto daquela Seleção pertencia somente ao ano de 1970.Preferia estar com a cara "enfiada" nas frestas da janela pra ver em preto e branco a Seleção jogar a estar à frente de duas TVs em cores para ver a Canarinho levar "um passeio de bola" do carrossel holandês.

.Final de jogo: Laranja 2x0 Amarelo. A Holanda se classificaria com sobras para disputar a final com a Alemanha.Saí triste da praça,pensando por qual seleção torceria na final do Mundial.Sem que minha mente percebesse,meu coração escolheu a Alemanha pra torcer na finalíssima.Mas eu simpatizava "A laranja mecânica" por que torceria pelo futebol frio e racional dos alemães?Meu próprio coração respondeu: -a Holanda eliminou o Brasil da Copa. (coisa de torcedor).

No dia da final da Copa(07 de julho de 1974) lá estava eu em frente à Tv em preto e branco(em casa mesmo) pra torcer como nunca contra a Holanda . Desanimei ao ver os holandeses saírem à frente no placar.Mas percebi que parecia faltar uma banda da "Laranja". O futebol apresentado pelos holandeses naquela partida ,não tinha o mesmo refino e encanto das partidas anteriores.Os alemães ,na final, se mostraram mais aplicados e dispostos,desenvolvendo um futebol frio , racional e produtivo. .De virada,deu Alemanha: 2x1.O futebol-arte se rendia à aplicação ,força e frieza da Seleção alemã. Há uma frase de um cronista e político brasileiro que diz"o primeiro tempo é dos vencedores e o segundo, dos determinados". Essa frase resume bem a final do Mundial de 74. É provável que jamais vejamos novamente o encanto e beleza do futebol da Seleção Brasileira de 1970 e o esplendor e arte proporcionados pelo carrossel holandês em 1974.Porém,elas estarão sempre guardadas no meu relicário de saudades.



Marcos Antonio Vasco Rodrigues. Escreve contos,artigos e crônicas. Professor de Português. Radialista esportivo.Esta obra está registrada e licenciada. Você pode copiá-la,distribuí-la,exibi-la,executá-la desde que seja citado o autor original.Não é permitido fazer uso comercial desta obra...



quarta-feira, 7 de abril de 2010

DIÁLOGO CASUAL

( CONTO )
- Bom dia, moço, pode me dizer onde fica a igreja do Horto? Mário observou dos pés à cabeça, com seu olhar treinado  e atento, a desconhecida que acabara de lhe fazer a pergunta. Ela deveria ter uns vinte e dois anos. Calçava sandálias de couro cru, semelhantes às de São Francisco de Assis. Tinha os cabelos lisos e negros, o rosto comprido, a boca pequena e lábios carnudos. Seus olhos eram grandes e negros como o pecado. Usava uma saia de cambraia que ia até os joelhos e uma blusa “gola polo” que não deixava à mostra a barriga, como ocorre com a maioria das jovens de sua idade.Não usava nenhum tipo de maquiagem. Essa moça se assemelha   ligeiramente a Iracema – a virgem dos lábios de mel – personagem de um dos romances  indianistas de José de Alencar, pensou Mário.
Enquanto seus pensamentos vagavam pelo túnel do tempo foi trazido de volta à realidade por meio de um toque sutil e suave no seu ombro.

- E aí, sabe onde fica a igreja?

- Ah, sim, desculpe.Siga por aquela rua do restaurante dos romeiros-sinalizou com o dedo indicador.No terceiro quarteirão, dobre à esquerda.
- Obrigada, respondeu docemente a jovem.

Mário chegara à praça São Pedro  às sete horas.Havia ido observar a chegada de romeiros que aportavam em Juazeiro do Norte em caminhões pau-de-arara para “pagar suas promessas ao Padim Ciço " Era pesquisador e estava ali para realizar uma pesquisa sobre a religiosidade em Juazeiro, especialmente a dos romeiros.

Naquela manhã, naquele curto espaço de tempo, já pusera os olhos em muitos romeiros e romeiras , todavia a jovem que lhe pedira a informação  chamou-lhe a atenção pela doçura, polidez da fala e por sua beleza física quase exótica. Não demonstrava ser uma romeira “alienada”, daquelas cuja “fé” ultrapassa os limites da razão e do bom senso. Era também extremamente simples, por isso gostava de ambientes e pessoas simples, tal qual a jovem romeira. Vestia calça jeans, dessas mais baratas e camisa de malha.Gostava de usar tênis modelo  "bamba". Aparentava ter uns trinta anos. Usava cabelos à moda Rock Hudson, bigode fino ao estilo Zorro e óculos  redondos ,parecidos com os de John Lennon. Quem o conhecia o caracterizava como observador, introspectivo, de poucas palavras,além de ser dado a leituras.

Como todo ser humano carregava no coração uma tristeza solitária e  alternava momentos de melancolia e alegria. Contudo armazenava no coração da alma um dos bens mais precioso da raça humana: a fé.E gostava de dizer que sua fé tinha direção certa:Cristo.  Enquanto prosseguia em suas reflexões e observações,  avista,caminhando entre os romeiros,uma figura já conhecida vindo em sua direção.

- Olá, ainda  por aqui? Disse a moça ,demonstrando satisfação em revê-lo.

- Ah, sim. Preciso estar por aqui quase o dia todo,observando.(Ele se referia aos romeiros-objeto de sua pesquisa)


- Então, encontrou a igreja?

- Sim, encontrei. É que a missa  só começa às nove. Cheguei na "na metade" da  missa das oito. Retornei aqui pra conversar com você enquanto a próxima celebração não começa.

- Mas por que comigo? Não sou um estranho?

- Mas as outras pessoas também são. É que você foi gentil comigo da primeira vez.

- Tudo bem, meu nome é Mário e o seu?

- Joana, mas pode me chamar de Jô. Disse ela, com um sorriso nos lábios e um brilho no olhar.

Mário começou a sentir-se mais à vontade e perguntou:

- Jô, de antemão, sei que és romeira, mas de onde vens? O que fazes na vida?

- Sou de Arapiraca. Mário tomou um espanto. De Arapiraca?Aquela cidadezinha de Alagoas?

- Sim, por que se espantou?

- Arapiraca não é o lugar onde os três padres da cidade foram afastados por suspeita de pedofilia?

- Sim, Mário, mas os desvios de conduta de alguns padres não comprometem minha fé. Nos sermões da missa sempre ouço os padres dizerem que a igreja é “santa e pecadora”. Em parte concordo com eles. A igreja é o reflexo do ser humano e por isso não está isenta de errar, falhar, provocar dores e feridas. No entanto, penso que isto não dá o direito de a igreja “fechar os olhos” às denúncias de pedofilia no mundo todo. Ela deveria ser a primeira a se interessar pela apuração de tais denúncias e se comprovadas, as pessoas envolvidas deveriam ser excluídas do seio da igreja e responder penalmente por seus crimes e, se necessário,serem encaminhadas para tratamento...
 O rapaz surpreendeu-se com a coerência da resposta da jovem romeira e fez-lhe outra pergunta:

- Você estuda?

- Sim, faço Filosofia na Estadual, estou no último semestre. Por quê? Uma pessoa “culta” não pode ser romeira? -Pode,claro que pode,suspirou Mário.

Não foi por ser romeira que perguntei, mas por sua resposta anterior, completou o jovem pesquisador.

Sou filha de pequenos produtores de cana-de-açúcar– continuou a moça -e o fato de eu cursar Filosofia também não  gera em mim nenhum conflito nem “enfraquece” minha fé. Respeito todas as correntes de pensamento da Filosofia: pré-socráticos, socráticos, existencialistas ateus ou não, dentre outras. Entretanto tenho minha maneira pessoal de ver e analisar o mundo. As concepções de cada pensador representam,geralmente, a verdade de cada um num determinado contexto histórico.Eles não são os donos da verdade.
Mário ouvia atento as explicações da moça e pensou: - ela não é a Língua Portuguesa, mas é “culta e bela”. De sobressalto a jovem olhou para o relógio. Faltavam dez minutos para o início da missa das nove.   Saiu apressadamente, nem se despediu direito. Disse apenas: - tchau, tchau. Mário levantou-se e saiu correndo atrás da moça:

- Ei, espera ai!

- Estou atrasada, me espera lá no banco da praça, quando terminar a missa, passo por lá.

- O jovem abriu  um  sorriso. Ainda bem, pensou .

Voltou então para o banco da praça e continuou  fazendo suas observações e anotações, além de aguardar o retorno de Jô. Dez e meia, onze, doze. Nada de Jô. Ela não retornou, conforme prometera. Seu coração e sua razão começaram a jogar em ritmos diferentes. Um homem experiente como ele, pesquisador- não poderia permitir que seu coração sobrepujasse sua razão,racionalizou. Mesmo assim uma tristeza solitária começou a pavimentar sua alma. Há pessoas que aparecem somente uma vez na história de nossa vida. A jovem romeira seria uma delas? Indagou-se. Sentiu-se tolo por não ter-lhe perguntado seu endereço, seu número de telefone. A voz da consciência sussurrou-lhe aos ouvidos, dizendo-lhe:- vá procurá-la. Ele foi à igreja,porém  estava quase vazia. A missa houvera terminado há mais de duas horas. Viu apenas algumas senhoras com o terço à mão e com os olhos fixos nas" imagens" do altar da igreja de santa Luzia. “Circulou pela  parte externa da  igreja.Percorreu  praças, a  Rodoviária, perguntou aos vendedores de "santo”. nada... Ninguém havia vista essa tal moça.

Eram já quase quatorze horas. Começou a sentir fome. Só então  lembrou-se de que se esquecera de almoçar. Dirigiu-se a um restaurante muito frenquentado pelos romeiros,localizado em frente à pracinha. De lá ,avistava o banquinho onde conversara com a jovem desconhecida. Que saudade dela. Perdera até o ânimo de prosseguir sua pesquisa.

Estava ali em Juazeiro por causa de um trabalho não por um acaso que a vida lhe proporcionara,racionalizou novamente. Todavia  Jô estava eternizada em sua lembrança, gostaria de reencontrá-la muito,para falar-lhe de seus sonhos. Como José do Egito, Mário era também  um sonhador. Passara a vida toda sonhando com uma pessoa semelhante a Jô. Porém, mais uma vez seu sonho fora adiado,só Deus sabe até quando.Após o almoço, voltou à pracinha  para continuar suas observações. Romeiros vindos de todos os estados do Nordeste desciam,cansados, dos caminhões pau-de-arara, mas ainda com disposição para entoar hinos.

Enquanto continuava observando a passagem  dos romeiros, uma voz grave feminina  perguntou-lhe:

- O senhor sabe onde fica a igreja do Horto?

- Não, não sei – respondeu Mário sem olhar para a pessoa que lhe fizera a pergunta. Pelo tom de voz concluiu que  não se tratava de Joana. Apesar da ingratidão da moça(ela prometeu retornar e não retornou),  ela seria guardada como um sonho bom e ele continuaria sonhando seus sonhos.Tinha fé  suficiente para alimentá-los.





Marcos Antonio Vasco Rodrigues,é professor de Língua Portuguesa. Cristão. Escreve contos, artigos e crônicas. Texto publicado em 07/04/2010 Esta obra está registrada e licenciada. Você pode copiá-la,distribuí-la,exibi-la,executá-la desde que seja citado o autor original.Não é permitido fazer uso comercial desta obra...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Na Contramão da Palavra

( ARTIGO DE OPINIÃO )

As idéias que sustentam a doutrina da teologia da prosperidade ou confissão positiva são, no mínimo, controvertidas. Ela foi elaborada a partir de estudos feitos por seu fundador, Essek William Kenyon, sobre o poder da mente e do pensamento positivo. Suas conclusões se juntaram às três citações bíblicas usadas pelos seguidores da doutrina –Gênesis 17,7 - Marcos 11.23,24 e Lucas 11.9,10. (Não são poucos os versículos utilizados para quem se autoproclama evangélico?) e uma revelação que o discípulo de Kenyon, Kennet Hagin, jurou ter recebido pessoalmente de Jesus que  lhe apareceu e disse: -“Hagin, escreva de um a quatro a “fórmula da fé”.(Por que Jesus apareceria a Hagin para negar o que já houvera afirmado nos Evangelhos há mais de dois milênios? )Além dos componentes citados há, ainda, duas outras teorias que ajudaram a compor a doutrina da prosperidade:”“a autoridade espiritual” e “as bênçãos e maldições da Lei”. Todavia, o coração da ideologia acaba sendo mesmo “a fórmula da fé” que é a seguinte:
1) “Diga a coisa” (a pessoa determina e acontece) .Está escrito no livro de Jeremias:"...não é do homem o seu caminho,nem do homem que caminha dirigir os seus passos..."Desta forma, a maioria das coisas que planejamos não ocorrem de acordo com nossos desejos e planos. Podemos determinar em dado momento algo que seja bom aos nossos olhos, mas  futuramente poderá nos trazer más conseqüências , uma vez que não somos oniscientes. Sobre isto  a Palavra não deixa dúvidas ao afirmar no livro
 de Provérbios:"...Há caminho que ao homem parece direito,mas o fim dele são caminhos de morte. Assim, é sempre prudente fazer o que Jesus ensinou:  "...não seja o que Eu quero, mas o que Tu queres..." ou ainda o que Ele nos ensinou na oração do Pai-nosso"...Seja feita a  Tua vontade, assim na terra como no Céu..."Infelizmente, os seguidores da confissão positiva foram aconselhados por um de  seus mestres, Hagin, a não usar esta frase de Jesus,pois segundo ele,enfraquece a fé.Hagin desaconselha,ainda,  o uso  palavras ou frases que demonstrem dependência ou submissão a Deus, tais como  eu rogo,eu suplico,eu imploro.Ao   invés delas sugere que se utilizem expressões com verbos no imperativo,tais como,DETERMINO,ORDENO,DECRETO... e tantos outras já  conhecidas. Está escrito “humilhai-vos na presença de Deus e ele vos exaltará”. Fica claro que Deus quer que nós nos humilhemos com um coração contrito e não que " O encostemos na parede". O salmista afirmou: ...os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado não desprezarás, ó Deus...”
2) “Faça a coisa” (de acordo com sua ação você recebe ou deixa de receber)
 É correto e coerente que lutemos, façamos a coisa certa, todavia, as coisas só acontecem no tempo de Deus... Há um período de tempo para que as coisas aconteçam tanto nas Leis do mundo físico, quanto nas do mundo espiritual. O salmista afirmou: “...Esperei com paciência pela ajuda do Senhor...”
3) “Receba a coisa” (basta que por meio da fé estabeleçamos ligação com o Céu e a coisa será dada)
 Conforme Jesus afirmou:"...seja feita a tua vontade e não a minha..." Assim, as coisas acontecem de acordo com a vontade e o tempo de Deus. A fé não é para se “barganhar”, “conquistar” coisas materiais como fazem os seguidores da teologia da prosperidade, mas para a salvação e o agrado de Deus. Também está escrito “...porque sem fé é impossível agradar a Deus...”; “... porque pela graça sois salvos ,por meio da fé;e isso não vem de vós é dom de Deus..."
4) “Conte a coisa” (os outros precisam saber pra também acreditarem).É bom que se conte a bênção,todavia a publicação da bênção teve ter  por propósito  glorificar e honrar a Deus e não ser usada como instrumento de mercantilização para atrair outros "fiéis" e assim subtrair-lhes em forma de promessas de bênçãos materias em nome de Deus ofertas,dízimos,etc.
Observa-se que,mesmo fazendo uma análise superficial à luz de alguns versículos, a teologia da prosperidade, não resiste ao mais simples argumento bíblico, o que mostra a fragilidade de tal doutrina,porque ela realmente caminha na contramão da Palavra.Jesus fez menção a dois caminhos- o estreito e o largo. O estreito conduz à salvação da alma,mas requer renúncia,ao passo que o caminho largo pode ser representado por tudo aquilo que se apõe aos ensinamentos do Mestre,como é o caso da "confissão positiva",que promove uma luta desenfreada pela prosperidade material,usando inclusive,o nome de Jesus e os três versículos já citados para alcançar seus objetivos,dando uma dimensão praticamente material à existência humana. Precisamos,sim,de bênçãos materiais e de saúde,porém isto são conquistas que se limitam à vida terrestre.E quando morrermos? A esse respeito,Jesus foi enfático:"...louco,quando pedirem a tua alma,o que tu tens para quem será?..." Portanto,direcionar a vida somente pelo lado material,é no mínimo,uma tolice.
Na Idade Média,a religião oficial era detentora dos poderes político,econômico e religioso. Pena que alguns grupos religiosos ,surgidos a partir dos anos 1970, tenham retroagido na História e  trazido de volta práticas condenáveis,como a mercantilização da fé..Talvez pensem que Deus está indiferente a tudo o que ocorre no planeta... Claro que não. Ele está absolutamente vivo e no tempo certo,tal como ocorreu ,por exemplo,com o Império Romano(demorou 400 anos pra cair,mas caiu),o Nazismo,o Marxismo-Leninismo e tantas outras  ideologias ou práticas que surgiram para "atrasar" a Providência e que  caminham na contramão da Palavra,também cairão.É só uma questão de tempo...


Marcos Antonio Vasco Rodrigues,é professor de Língua Portuguesa. Cristão. Escreve contos, artigos e crônicas. Texto publicado em 25/02/2010 Esta obra está registrada e licenciada. Você pode copiá-la,distribuí-la,exibi-la,executá-la desde que seja citado o autor original.Não é permitido fazer uso comercial desta obra...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Sinto muito, mas preciso falar

NA LIXEIRA DA HISTÓRIA,FUTURAMENTE...

(ARTIGO DE OPINIÃO)

Essek W. Kenyon e Kennet Hagin, norte-americanos, criador e divulgador, respectivamente, da teologia da prosperidade nas décadas iniciais do XX, contribuíram de forma ostensiva para desvirtuar os propósitos do Evangelho. Todos nós temos enormes dívidas com o Céu,porém a desses cidadãos são imensuráveis, pois indiretamente foram aliados da sociedade de consumo que privilegia "O TER AO INVÉS DO SER",além de contribuírem para retardar a Providência celeste. Seus danos podem ser comparados aos trazidos pelo Materialismo Histórico e Dialético de Marx e Engels, inimigos de Deus e de Cristo,por isso a Teoria Marxista está praticamente "enterrada" no lixo da História. A teologia da prosperidade sustenta que o sucesso econômico é confirmação da bênção de Deus e que a miséria e pobreza material é resultado da maldição e do pecado.
Sob esse ponto de vista, então podemos afirmar que Jesus era humilde e pobre materialmente porque não tinha a bênção de Deus e era pecador?E mais: o que dizer de seus ensinamentos e práticas que eram 360 graus ao contrário da doutrina da teoria da prosperidade? Além dos diversos problemas sociais trazidos por tal teoria, tais como concentração de renda, desigualdade social, há um outro mais grave: o de natureza espiritual, porque seus seguidores são privados de conhecer qual é o principal propósito de suas vidas que é, justamente, direcionar o curto tempo de existência que ainda lhes restam para se prepararem para uma vida sem fim: a vida eterna. Por isso,o escritor do livro de Hebreus afirmou : "...segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor...". Por isso, também, afirmou Jesus: "...buscai em primeiro lugar o Reino dos Céus..."
Olhando e analisando o estilo de vida dos grandes campeões de Deus – Jesus,(o maior de todos) Paulo, Moisés e tantos outros percebe-se, sem muito esforço, que suas vidas foram marcadas pela simplicidade, desapego material, renúncia, preocupação com a vida espiritual, santificação, sacrifício pelo próximo, vidas carregadas de aflições e dificuldades, ou seja, é o oposto daquilo que sustenta a teoria da prosperidade.O capítulo 11 do livro de Hebreus, versículos 36 a 38, caracteriza bem como era o modo de vida desses campeões:"...Homens que experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões, foram apedrejados,serrados,tentados,mortos a fio da espada;andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras,desamparados,aflitos e maltratados (HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra..."
Por viverem tal tipo de existência foram dignos de serem chamados apóstolos, profetas, bispos, etc. Assim, a teoria da prosperidade trouxe um outro problema: a desvalorização e a banalização desses títulos. Não há em nenhum aspecto como comparar as pessoas que passam a se autoproclamar “apóstolos”, “bispos”, etc. Com os campeões de Deus. Os “bispos” e “apóstolos” modernos têm apreço pela riqueza material, a hotéis cinco estrelas, a viajar em jatinho particular, a confiarem no braço de seus seguranças, ao invés do braço de Deus. "...uns confiam em carros, e outros,em cavalos,mas nós faremos menção do nome do Senhor nosso Deus...", escreveu o salmista. Vivem a pregar a transitoriedade da vida, o luxo, a ostentação... utilizam o nome de Jesus e versículos descontextualizados para alcançar seus objetivos.
Pergunta-se: Há algum mal em ser rico? Não,(desde que a riqueza seja conquistada de forma honesta,sem exploração de mão-de-obra,sonegação de impostos,exploração mercantil da fé e outros ilícitos) do mesmo modo que não há nenhum mal em ser pobre materialmente. Os campeões de Deus, especialmente Jesus, não levam em conta a questão da pobreza material, mas sim a pobreza espiritual. Deus não está preocupado com a riqueza material, porque toda riqueza LHE pertence. Por isso, ele prioriza a questão da salvação da alma,ou seja,primeiro o Céu depois a Terra.Além disso,a riqueza não nos dá nenhuma garantia de felicidade. Jesus foi taxativo"...de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma...?"No entanto, É bom que sejamos ricos materialmente,embora Jesus não tenha feito nenhuma citação priorizando a riqueza material. os Evangelhos e Jesus mostram claramente que a riqueza espiritual deve prevalecer sobre a material.Seria bem que se tivesse as duas,sem alterar a ordem:..."em primeiro lugar o Reino do Céu..."

A História tem mostrado que todas as ideologias,religiosas ou não, que têm surgido para obstacular o avanço da Providência,mais cedo ou mais tarde sucumbirão (a menos que se adequem aos padrões de Cristo) e irão parar na lixeira da História..

Marcos Antonio Vasco Rodrigues,é professor de Língua Portuguesa. Cristão. Escreve textos,artigos e crônicas. Texto publicado em 17/02/2010 Esta obra está registrada e licenciada. Você pode copiá-la,distribuí-la,exibi-la,executá-la desde que seja citado o autor original.Não é permitido fazer uso comercial desta obra...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Sinto muito, mas preciso falar

Último Encontro

Com frequência meu coração amanhece exalando um intenso desejo de encontrar um lugar tranquilo onde eu possa olhar para o céu, o mar e ficar interagindo com a natureza. Minha alma me traz à lembrança um local que considero exótico e belo desde criança: A Ponte Metálica, conhecida como a Ponte dos Ingleses, na Praia de Iracema .Ela é especial. Desde pequenininho eu a visitava em sua solidão, de manhãzinha, quando os banhistas ainda não tinham chegado pra tirar o sossego da ponte e da praia. Em minha última visita, numa bela manhã de dezembro, fiquei cara a cara com o mar. Sentei-me sobre a gélida areia, ainda intocada àquela hora da manhã. Olhei o horizonte, lá longe, quantos mistérios... Como eu gostaria de desvendá-los! As ondas beijavam suavemente a areia como se quisesse acariciá-la. Sob a ação de todo aquele ambiente deslumbrante, pensamentos novos tomaram de conta da mente da minha alma. Pensei no último encontro de nossas vidas. Qual seria?Seria com o precioso Amor com o qual sempre sonhamos e nunca o alcançamos? Não,infelizmentre não é. É com algo que sempre nos traz medo e incertezas,pois sabemos que não estamos preparados para esse nosso último encontro. Jesus falando sobre a necessidade de preparação para a vida após esse último encontro disse:- “De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?"
Concluiu-se que tudo pelo qual lutamos a vida toda: sucesso profissional, reconhecimento, graduação, poder, riquezas e outras coisas que julgamos indispensáveis ficam restritas ao mundo temporal, físico. Vida de qualidade após a fronteira da morte requer “ensinamentos” do Céu. O máximo que conseguimos viver são oitenta ou noventa anos,isto se tivermos saúde física e psicológica,daí a preocupação do Mestre em conscientizar as pessoas sobre a urgente necessidade desta preparação,aliás todo o seu Ministério foi centrado nesse objetivo.Tudo fica mais grave quando percebemos que o último encontro não é marcado por nós e não podemos modificar a rota desse encontro inevitável. Bem que eu gostaria de ser eterno aqui mesmo, neste sofrido e pequenino planetinha azul, como o céu e o mar que meus olhos agora perscrutam, mas não posso. Ninguém pode. Só há uma saída: investir, aqui mesmo na Terra, na vida após a morte, assim, o último encontro de nossa vida deixará de ser medonho e doloroso.
Ouço gritos. Já passam das oito. Os banhistas começam a chegar, quebrando o silêncio do lugar. O sol já “está alto”. Imerso em meus pensamentos em nem houvera percebido a chegada dele.
Antes do meu último encontro,(que não sei quando ocorrerá) preciso marcar outros encontros com a natureza. Preciso aproveitar o curto espaço de tempo que tenho por aqui, naTerra, pois a visitamos apenas uma vez. E por pouco tempo..
Marcos Antonio Vasco Rodrigues.Esta obra está registrada e licenciada. Você pode copiá-la, distribuí-la, exibi-la, executá-la desde que seja citado o autor original. Não é permitido fazer uso comercial desta obra.Publicado em: 19/01/2010

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Sinto muito, mas preciso falar

Seria a voz do povo a voz de Deus?


Uma das maiores potências de perversidade que a História já conheceu, ascendeu ao poder na Alemanha nazista com amplo apoio popular. Hitler se aproveitou com eficácia das angústias e dificuldades por que passava a nação alemã para tomar posse do coração do povo. Ele era um excelente orador, seus discursos eram inflamados e apaixonados .Utilizava a publicidade e a propaganda para “abrir os portões do coração do povo”. Dizia que o meio mais eficaz de emocionar o coração da alma popular eram os discursos nos comícios. Com estas estratégias o Adolf foi mais além: conquistou também o intelecto da elite pensante alemã. Com o apoio do povo e da elite, Hitler estava preparado para levar o caos e destruição ao planeta. 50 milhões de mortes somente na Segunda Guerra Mundial. O ditador manchou o planeta azul com sangue, dor e vergonha. Poderíamos, neste caso, dizer que a voz do povo é a voz de Deus? Estava Deus a favor de semelhante genocídio?
O maior crime da História, que faz “meu coração doer como um golpe de navalha” teve decisiva participação do povo. Certamente, a maioria das pessoas que gritavam “crucifica!” “crucifica!” nem sabiam por que bradavam aquela frase tão dolorosa. Seus corações e emoções estavam envenenados por discursos e oratórias de pessoas("líderes") e grupos que se sentiam prejudicados pelos dircursos de Jesus. A frase pronunciada pelo mestre “perdoa, Pai, eles não sabem o que fazem” é perfeitamente compreensível. Eles não sabiam mesmo. As palavras dos opositores de Cristo alcançavam o coração do povo como flecha envenenada e os “torpedos” que lhes saíam da boca eram apelos homicidas como o coração de Hitler: "Crucifica! Crucifica...".Pilatos, governador letrado, tentava interferir a favor de Jesus. “Não vejo crime nenhum neste homem”, mas palavras homicidas mais fortes continuavam saindo dos lábios do povo – “Crucifica! Crucifica! "Que quereis que eu faça,que eu Liberte Jesus e prenda Barrabás?" porém o povo gritava(insuflado por líderes que se misturavam a eles): Solte Barrabás e crucifica Jesus. Que escolha trágica...Coincidentemente ou não a quantidade de habitantes que possuía Israel à época da crucificação de Jesus era de aproximadamente 6 milhões,a mesma que quantidade de judeus que pereceram no Holocausto comandado por Hitler.
Assim, o Mestre, como a população Alemã e por conseguinte a população mundial foram vítimas de decisões onde o próprio povo teve a participação direta. Seria o caso de se perguntar: _ A voz do povo é realmente a voz de Deus? Será que a maioria sempre erra?

Marcos Antonio Vasco Rodrigues.

Esta obra está registrada e licenciada. Você pode copiá-la, distribuí-la, exibi-la, executá-la desde que seja citado o autor original. Não é permitido fazer uso comercial desta obra.Publicado em: 01/12/2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O coração solitário de Jesus


José, pai adotivo de Jesus, quase perdeu a respiração e ficou com o coração partido quando sua imaculada e amada futura esposa lhe apareceu grávida. Meu Deus, como ela pôde fazer isto? “Como teve coragem de me trair, não dizia que me amava”?”Quem será o amante dela?” Estas e outras perguntas, com certeza, perturbaram-lhe a mente. Seu coração se acalmou quando recebeu, por meio de sonhos, a revelação de que o filho que Maria esperava era obra do “Espírito Santo”. Mesmo aceitando a revelação, provavelmente o coração do jovem José, a partir daquela descoberta não seria mais o mesmo. É normal que tenha desejado muitas vezes ser o pai biológico de Jesus. Tais sentimentos devem ter provocado indiferença e frieza no relacionamento entre ele e Jesus. É bem provável que Jesus não tenha recebido o mesmo carinho e atenção que seus outros meio-irmãos,filhos de José com Maria,recebiam.Isto talvez o deixasse triste, solitário e “magoado”. Um fato ocorrido durante a festa da Páscoa merece destaque. Não é possível deduzir se tal atitude foi motivada pela suposta frieza e indiferença de José ou se pela provável falta de compreensão e apoio de sus pais ao seu Ministério. Após a festa, Jesus “sumiu” por três dias sem avisar aos pais. Ele tinha doze anos. Segundo a Bíblia, quando foi encontrado, estava na sinagoga entre os doutores da lei, interrogando-os.Por que não avisou a seus pais ?Tivera algum desencanto com eles no dia da festa? Estava chateado com eles? Não compreendiam sua missão? Não lhe deram a atenção devida? Ao ser encontrado por sua mãe,ela lhe disse:-“Eis que teu pai e eu te procurávamos ansiosos”. O garoto Jesus respondeu – “Não sabeis que estou cuidado das coisas de meu Pai?” Nesta afirmação Jesus parece querer indicar que seus pais sabiam de sua missão, mas demonstraram maior preocupação com a sua ausência do que com sua Missão. Talvez esperasse ouvir de sua mãe – “filho, como podemos ajudar em tua Missão?” A resposta dura demonstrou que ele ficou desapontado com sua mãe. Quando adulto, demonstrou a mesma dureza ao afirmar “- Quem é minha mãe?” “Quem é meu irmão?” “É aquele que faz a vontade de meu pai” – completou. Na idade adulta sua solidão e dificuldade foram ampliadas pelo preconceito sócio-econômico e cultural. O mestre era filho de uma família muito humilde e sem prestígio social. Era filho adotivo de um carpinteiro com o qual trabalhava. Nasceu em Belém, mas foi criado em Nazaré, uma cidade miserável àquela época, a ponto de um religioso perguntar -“Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Também não era culto como Paulo, não era escriba. Eis uma das dificuldades para alcançar a elite religiosa, tivera a primeira experiência aos doze anos, quando sentiu a dureza e o materialismo de seus corações. Outro fator gerador de isolamento social e interno (não de Deus) era o fato de sua pregação ser frontalmente oposta aos valores da época. Como hoje, valorizava-se o prestígio social, a obtenção de bens materiais. Jesus pregava correção, conversão, justiça, santidade, salvação da alma, humildade, simplicidade... ou seja, sua pregação era oposta à da elite religiosa. Não foi por caso que seus principais inimigos eram os religiosos. Até mesmo João Batista, seu precursor e primo o decepcionou. Quando estava na prisão João mandou seus discípulos perguntarem a Jesus –“ és tu aquele que deveria vir, ou devemos esperar outro?”Jesus indignado com a pergunta, pois João há houvera recebido a revelação no Jordão de que Jesus era Cristo, respondeu, “Que fostes ver no deserto? Uma cana agitada pelo vento?” ‘referindo-se a João”. “Em um de seus momentos de tanta incompreensão e solidão Jesus falou –” “As raposas têm covis e as aves do céu têm ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” Desde o nascimento, infância, juventude e idade adulta, Jesus trilhou um caminho de solidão. Portanto, ao contrário do que muitos imaginam, os evangelhos parecem indicar que Jesus foi um homem extremamente solitário(sentimento que parece ter sido plantado na infância e adolescência do Mestre) e incompreendido pelos seus conterrâneos e irmãos de fé. Demonstrava ser um homem sisudo e fortemente focado no propósito de realizar a vontade de Deus, para isto sacrificou sangue, suor e lágrimas

Marcos Antonio Vasco Rodrigues

Esta obra está registrada e licenciada. Você pode copiá-la, distribuí-la, exibi-la, executá-la desde que seja citado o autor original. Não é permitido fazer uso comercial desta obra.Publicado em: 14/10/09